bem estar no trabalho

Como implementar um programa de bem estar no trabalho?

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O local de trabalho é um ambiente importante para programas de proteção da saúde, promoção da saúde e prevenção de doenças. Em média, os portugueses passam mais de um terço do seu dia, no local de trabalho. Manter uma força de trabalho mais saudável pode reduzir os custos com prémios de seguro, pedidos de indemnização do trabalhador e também no absentismo e produtividade do trabalhador. Para melhorar a saúde e bem-estar dos seus colaboradores, as empresas podem criar uma cultura de bem-estar centrada no colaborador, fornecendo ambientes de apoio onde a segurança física e psicológica é garantida.

Os programas de saúde e bem estar no trabalho referem-se a um conjunto coordenado e abrangente de estratégias que incluem programas, políticas e benefícios, projetados para atender às necessidades de todos os colaboradores.

Muitas vezes é difícil saber como começar um programa ou ter uma base metodológica para seguir. Por isso, partilhamos uma framework de trabalho para que as equipas de recursos humanos possam seguir e implementar projetos mais bem sucedidos.

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Modelo de bem estar no trabalho

Este modelo tem a base do Center for Desease Control e é composto por 4 fases:

Fase 1 – Avaliação

Esta fase é um processo de recolha de informação sobre os fatores que apoiam e/ou prejudicam a saúde e o bem-estar dos trabalhadores num determinado local de trabalho e de identificação de potenciais oportunidades para os melhorar ou abordar, incluindo: fatores individuais, como escolhas de estilo de vida, o ambiente de trabalho (por exemplo, condições físicas de trabalho e apoio social) e o nível organizacional (por exemplo, cultura, políticas e práticas).

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Esta fase é de extrema importância, pois poderemos extrair diretrizes para um plano de bem-estar dos colaboradores e pode ser realizada através de questionários, entrevistas, visitas à empresa, dados disponíveis nos departamentos de RH ou de saúde ocupacional.

Fase 2 – Planeamento e Gestão

Após a conclusão do diagnóstico que se pretende o mais fidedigno possível e recolhidos vários indicadores sobre a situação na empresa podemos avançar para a fase de plano de ação. É importante planear cuidadosamente para o sucesso do programa. A construção de um programa baseado nas necessidades da empresa e dos colaboradores reforçará a participação e a sustentabilidade a longo prazo. O planeamento do programa deve ser tanto estratégico, incluindo técnicas amplas a longo prazo para atingir os objetivos do programa, como tático, envolvendo as ações ou passos específicos necessários para implementar e avaliar os esforços do programa. Este planeamento deve ainda envolver vários colaboradores na organização e ter em conta os recursos disponíveis.

Fase 3 – Implementação do programa

Mudanças são sempre difíceis. Melhorar o bem estar dos colaboradores pode ser uma tarefa complicada, mas se a liderança da organização suportar o programa ou as políticas estarão mais perto de conseguir. Não se esqueça ainda que é importante que o dispor de uma combinação de estratégias e intervenções de nível individual e organizacional para influenciar o bem-estar na organização.

Fase 4 – Avaliação final

Esta fase é muitas vezes esquecida, mas é de extrema importância, porque é uma boa forma de mostrar superiormente que o programa está a resultar e para que o possa sustentar ao longo do tempo. A avaliação deve ter o foco nas questões que são relevantes para a organização. Esta fase é também uma boa forma de alimentar um ciclo de melhoria contínua da qualidade para melhorar e fortalecer as atividades existentes, identificar lacunas potenciais nas ofertas atuais e descrever a eficiência e eficácia dos recursos investidos.

Não se esqueça de ajustar à sua realidade e aplicar ao contexto real da sua organização.

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