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Bem-estar no Futuro do Profissional de Recursos Humanos

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As competências do futuro profissional do departamento de Recursos Humanos devem estar alinhadas com as novas mudanças na gestão empresarial e na saude ocupacional empresas, tanto as derivadas da adoção do teletrabalho, quanto as que se originam à medida que as novas gerações começam a tomar conta do mundo do trabalho.

A projeção para o ano de 2022 é que mais de metade dos empregos sejam ocupados por millennials. Esta mudança geracional representa um importante desafio na gestão de recursos humanos, pois a cultura e as necessidades do colaborador moderno são diferentes em vários aspetos.

As práticas em torno do Bem Estar farão certamente parte das competências e preocupações o que levará a uma necessidade de ouvir e perceber melhor o que influencia a qualidade de vida das suas pessoas.

Os departamentos de Recursos humanos  são uma área estratégica das organizações que têm aumentado a sua área de influência na gestão global da empresa e onde a saúde e bem-estar deve estar preconizada como algo estratégico.

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Competências essenciais que os profissionais de Recursos Humanos devem ter:

As competências dos profissionais de Recursos Humanos são aptidões essenciais e que lhes permitem ouvir os colaboradores. Cada profissional é único, assim como a sua contribuição para a equipa e o departamento. Uma destas competências é a escuta ativa que pode ser praticada de várias maneiras, criando canais para que a comunicação flua e os colaboradores se expressem. A comunicação pode ser através de e-mail ou reuniões regulares de trabalho, entre outros meios.

Outra das habilidades de Recursos Humanos mais importantes é a capacidade de resolver conflitos e negociar. A gestão de pessoas por vezes exige mediar conflitos, oferecer alternativas e até dizer “não”. No entanto, a chave é a forma como o profissional gere estas situações. Ser um bom negociador implica entender a outra pessoa, saber ceder e encontrar a melhor solução para ambas as partes.

Ser um empático é a capacidade de uma pessoa se colocar no lugar da outra e perceber a sua situação. Esta habilidade é uma das mais importantes em Recursos Humanos e que qualquer profissional deve trabalhar e aprimorar. A empatia permite encurtar distâncias com outras pessoas, entender os seus problemas e encontrar soluções para resolvê-los.

Saúde mental e bem-estar no topo da lista de prioridades para o futuro

Saúde mental foi um dos termos mais pesquisados ​durante 2021 e os especialistas asseguram que o COVID-19 trouxe consigo outra grande pandemia: a da saúde mental. Após a pandemia existe uma urgência em olhar para a saúde e bem-estar dos colaboradores, e por isso a gestão de RH enfrenta um grande desafio: proporcionar as condições necessárias para alcançar o bem-estar pessoal e familiar, bem como o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

Para alcançar este fim, é importante reforçar o salário emocional e incluir benefícios que promovam este pilar. Por exemplo formações sobre gestão do  bem-estar, stress, ou oferta de apoio psicológico para salvaguardar que as equipas têm o suporte necessário em cenário de vulnerabilidade.

Também é relevante criar um ambiente de trabalho agradável, positivo, e prevenir o desenvolvimento de stress no trabalho.

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É importante notar que, em muitos casos, o teletrabalho diminuiu a linha entre a vida profissional e a vida pessoal, por isso, criar estratégias de bem-estar pensando no colaborador e na divisão entre estes dois cenários, contribuirá para a saúde mental e, consequentemente, para a melhoria do seu desempenho.

Da mesma forma, em 2022 será necessário que a gestão de Recursos Humanos inclua ferramentas para detetar problemas de saúde mental preventivamente e dotar os colaboradores das ferramentas e recursos necessários para gerir o seu Bem Estar.

Nos próximos anos, os Recursos Humanos terão a oportunidade de abraçar o futuro, ampliar o seu propósito de cuidar dos colaboradores e assumir um papel de liderança na vanguarda da força de trabalho corporativa.

No futuro, os Recursos Humanos serão facilitadores cruciais da capacidade de uma organização prosperar num mundo onde as antigas regras de trabalho já não se aplicam e as novas estão a evoluir rapidamente.

É necessário cada vez mais ouvir o que os colaboradores têm a dizer, o que pensam sobre o ambiente de trabalho, qual é o seu nível de stress e sobretudo quais são as suas sugestões de melhoria. Desta forma é possível implementar um sentimento de inclusão nos valores da empresa, maior felicidade e consequentemente mais produtividade e menos turnover.

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