Home Office ou escritório, qual o caminho? 

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Mas afinal quando é que começou a existir um regime de Home Office? Será algo recente e que veio para ficar?

O Home Office surgiu nos anos 70, sim, é verdade! Apesar da falta de sistemas de tecnologias de informação e comunicação existentes até ao século 20, desde sempre que existem formas de trabalhar em regime de teletrabalho. A história do Home Office, tem início durante uma grave crise de petróleo dos Estados Unidos. Em 1976, Jack Nilles, um engenheiro da NASA, apontou a implantação do teletrabalho como uma solução para reduzir o consumo de combustíveis. No entanto, até ao surgimento da internet e dos computadores, a sua implementação foi promovida apenas em países como Estados Unidos e Inglaterra.

 

Quais as vantagens e desvantagens a nível psicológico, pessoal e profissional do regime de Home Office?

Ainda que existam algumas vantagens no regime de teletrabalho, quer para as empresas, como a redução de custos com o espaço, quer para os colaboradores, como a redução monetária e a inexistência de tempo despendido para efeitos de deslocações, existem também alguns riscos associados a este formato: o aumento do stress, o isolamento e, em alguns casos, o aumento da carga de trabalho e, por consequente, do tempo dedicado, bem como, um aumento de despesas pessoais a nível de luz e água.

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O Home Office deve manter-se para todos ou devemos voltar ao escritório? Esta decisão deverá ser tomada com base nas funções?

Antes do aparecimento da Covid-19, Portugal tinha um número muito reduzido de pessoas em teletrabalho. A pandemia da COVID-19 acelerou e proporcionou a oportunidade de experimentar massivamente o fenómeno do teletrabalho.

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Para que a produtividade, eficácia e qualidade de trabalho possa ser mantida existem vários fatores que devem ser considerados aquando da decisão sobre que regime devem as empresas adotar. Será importante que que as organizações façam uma análise exaustiva sobre este regime de modo a tomarem a melhor decisão quando as restrições e medidas implementadas terminarem.

É certo que existem grandes desafios e oportunidades em questões organizacionais, estratégicas, de produtividade e competitividade no regime de Home Office, e que grande parte dos trabalhos de escritório podem ser realizados a partir de casa. No entanto, devemos ter especial atenção às necessidades de cada função e adequar assim, a decisão.

Se pensarmos em departamentos de comunicação e de marketing, onde a criatividade é um elemento-chave, rapidamente podemos concluir, que ainda que o teletrabalho seja exequível, as limitações da criatividade, a qualidade ou a falta de diálogo e de trocas de ideias, acabam por colocar em causa o rendimento dos profissionais desta área. No entanto, se pensarmos num departamento administrativo ou financeiro, uma vez que as tarefas exigem, na maioria dos casos, um ambiente mais controlado, o teletrabalho poderá ser uma realidade benéfica.

Em suma, pensamos que o teletrabalho é uma solução que poderá não se ajustar a todas as funções e empresas. Antes de mais, é necessário que cada organização avalie o formato que melhor se adequa à sua realidade de trabalho e aos seus colaboradores. Ainda assim, cremos que as novas tecnologias passarão cada vez mais a fazer parte do dia-a-dia das organizações, e que as tecnologias emergentes (como o 6G, a Internet das Coisas e a Inteligência Artificial) podem contribuir para uma mudança e evolução dos métodos de trabalho utilizados.

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